domingo, 31 de julho de 2011

Diário de Bordo: Portugal



        A viagem para Portugal foi longa, durou 6 meses (22 de setembro de 2005 – 1º de abril de 2006), pois fomos para estudar. Como trabalhávamos de domingo a domingo, pouco tempo nos sobrou para viagens mais distantes. Ficamos em Lisboa e conhecemos Porto, Sintra, Óbidos, Cascais, Faro.
   Em Lisboa nos hospedamos no Sana Hotel da rua Conde de Valbom e depois fomos para um outro mais simples na rua Miguel Bombarda, bem próximo ao hotel. Passamos ali algumas semanas até encontrarmos um apartamento para alugar.
   A maioria dos prédios eram antigos e sem elevador. Caminhamos muito, subimos muitas escadas e vimos apartamentos bastante estranhos. O mais pitoresco foi um quarto com banheiro que encontramos no jornal. Era uma pensão e até aí tudo bem, mas quando pedimos para conhecer o quarto, encontramos uma cama com um vaso sanitário ao lado.  Pode imaginar as cenas do dia a dia?
   Finalmente, quando a esperança já havia acabado encontramos o apartamento ideal e nas condições financeiras que dispúnhamos.  Fechamos o contrado (com o adiantamento de 3 aluguéis pois não tínhamos fiador) e para a nossa surpresa fomos recebidos pela proprietária com flores e uma cesta de frutas.   
   A nossa permanência na cidade foi muito agradável, mas a dificuldade em conseguir um trabalho nos deixava apreensivos. Aos estrangeiros restavam aqueles trabalhos que os portugueses  não queriam: trabalhar muito e ganhar pouco, mesmo com dupla nacionalidade (Brasileira-Portuguesa). A vantagem é que o custo de vida no país é baixo. Ganhávamos um salário mínimo cada um (300 e poucos euros) e tínhamos conforto, boa comida, chocolate e vinho todos os dias, além de passearmos toda semana visitando museus ou apenas conhecendo novos lugares em Lisboa.
   Portugal é o país do fado, da língua de Camões, das grandes navegações e da história do Brasil. Sua gastronomia é constituída de muita sopa, bacalhau e também pratos muito gordurosos (carne de porco, queijos, enchidos). Os doces tradicionais são à base de muita gema de ovo, pois conta-se que as freiras usavam a clara para engomar suas vestimentas e as gemas que sobravam viravam doces. Um dos mais conhecidos é o pastel de nata e a pastelaria de Belém, das mais tradicionais, o que nos faz confundir, o nome deste doce, aqui no Brasil. Por falar em Belém, esta é das regiões mais bonitas da cidade. Lá encontra-se a famosa Torre de Belém e nos finais de semana (sábado às 11h, se não me engano) tem aula de tai chi chuan no jardim ali perto. Caminhando naquela região  é possivel conhecer um monumento em homenagem aos descobrimentos feitos pelos navegadores portugueses, o deslumbrante rio Tejo, o espetacular Mosteiro dos Jerônimos, o museu dos coches, museu da Marinha, etc.
   A parte mais nova da cidade foi construída  por volta de 1998 para uma exposição mundial (EXPO/98) para alertar sobre a preservação dos oceanos, é linda!!! Lá encontra-se o Oceanário, o teleférico sobre o Tejo, vários bares interessantes, um vulcão de cimento que também entra em erupção – só que de água, o Pavilhão do Conhecimento, com  uma exposição de ciências como a Estação Ciência em São Paulo, mas mais conservado, acesso gratuito à internet, dentre outras coisas que merecem uma visita.

   Na altura do metro Restauradores há um bonde que nos leva para o bairro Alto, lá temos a Casa do  Brasil, uma associação de brasileiros que ajuda em questões com o governo Português, acesso a internet e cursos; temos ainda inúmeros bares e restaurantes onde o fado é cantado.
   Outra região interessante é a Baixa, a parte mais antiga da cidade, com o castelo de São Jorge, a praça do comércio, as ruazinhas estreitas e muito mais. Nesta região tem muitas lojas e restaurantes.
   Lisboa tem muitas outras atrações imperdíveis, como o Parque Marquês do Pombal,  o Museu do Azulejo, do Teatro, da Marionete, do Traje, da Cidade,  de artes Calouste Gulbenkian...
   Alguns preços em 2005/06: Castelo de São Jorge – 3,00; Teleférico - €3,50; Oceanário €8,50; Os museus eram gratuitos aos domingos. Para o transporte pode-se comprar um ticket para 10 viagens ou uma carteirinha para  moradores, onde paga-se um valor único mensal que dá direito a quantas viagens quiser de metro ou ônibus.

   Ah, se tivéssemos isto aqui!!!!

Veja fotos e dicas de Portugal no final da página

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Diário de Bordo: Itália


Fomos para a Itália em 2009 e passamos 15 dias por lá. a viagem de mais de 14 horas (com escala em Paris), foi bastante cansativa, mas os filmes e joguinhos eletrônicos em cada poltrona, ajudam muito a passar o tempo. Além disso, comemos quase o tempo todo dentro do avião.
A primeira parada foi Milão e já tínhamos reserva feita no IBIS do centro, local lindo e bem localizado -próximo da estação de trem.
A maioria dos italianos não fala inglês e nós não falávamos italiano, mas isto não foi um grande problema. Problema mesmo foi a falta de educação de alguns deles. Nem parece que ganham dinheiro do turismo (a Itália é o país mais visitado do mundo). Outra dificuldade foi a falta de sinalização para alguns pontos de turismo. Sobre isso uma amiga lembrou-me bem ao se recordar da frase: "Quem tem boca vai a Roma", apesar da frase original ser "Quem tem boca vaia Roma" podia muito bem ter originado de um turista perdido por lá.
       Para as demais cidades (12 no total) fizemos reserva, pela internet, um dia antes de chegar.O destinia.com tinha ótimas promoções e foi bastante seguro. Não nos decepcionamos com nenhum dos hotéis, exceto o segundo que ficamos em Roma, pois era bem distante, mas muito bom. Lá ficamos em dois hotéis diferentes, por falha na hora de contar os dias de reserva e no primeiro, o Torino, tivemos muita sorte, pois como lotou o hotel que escolhemos (havia um evento de estudantes), nos colocaram em um  4 estrelas e com melhor localização - próximo à estação Termini.
       Bem, voltando à sequência das cidades, de Milão pegamos um trem para Treviso, mas devido à má vontade em orientar turistas (mesmo dos italianos que falavam inglês) acabamos passando da parada e descemos em Veneza.  O chato foi pagar uma multa por outra má informação - esta quanto ao horário errado anotado no Europass.
       Não foi de todo mal perder a parada, pois é impossível continuar chateado ao olhar para Veneza. ela é encantadora, mas como já era tarde, fizemos um passeio rápido, pois além da reserva do hotel, um casal de amigos nos esperava em Treviso.
       Em Treviso tivemos a companhia deste casal e suas lindas filhas, o que tornou a estada por lá bastante agradável (até prolongamos para mais 2 dias).
       Dali também fomos conhecer Bolonha. Queríamos conhecer o verdadeiro molho à bolonhesa, mas andamos por toda a cidade e não vimos nada.
Um parênteses: Optamos por comprar o Europass no Brasil. Compramos o pacote com 11 passes para um único país, onde poderíamos viajar por 11 dias, não necessariamente consecutivos e em cada dia poderíamos fazer quantas viagens quiséssemos. A vantagem é que deixávamos nossas malas em uma cidade e fazíamos bate-volta em algumas delas, como Treviso-Veneza (o hotel era a metade do preço) e Bolonha,   Bolonha-Ferrara e Verona. Retornamos à Bolonha no final da viagem, desta vez para nos hospedarmos e visitar as cidades vizinhas, pois encontramos um preço de hotel bastante convidativo.
Outra vantagem em comprar o Europass é que evitamos filas imensas nas estações de trem, mas seu valor é igual ou mais alto que as passagens compradas por lá.
No segundo dia em Veneza, agora orientados por aquele casal de amigos, fomos à procura da Piazza San Marco. É sem dúvida o local mais lindo da cidade.
De lá fomos à Roma (a mala havíamos deixado na estação de trem, num maleiro).
Chegamos em Roma à noite, o que não foi muito bom, pois passamos por locais estranhos, que nos deixaram inseguros.
No dia seguinte tomamos um bom café da manhã (o único com frutas) e fomos visitar os pontos turísticos  a pé. Na Itália de maneira geral, os locais de visitação são cheios e as filas imensas. O que pode piorar um pouco é o sol forte se for verão (era o caso), mas nada que não seja superado quando se adentra aos locais. Um mais insequecível que o outro.
Os restaurantes da Itália servem um menu turístico com bom preço e para a sobremesa, não deixe de provar os gelatos (sorvetes), pois são maravilhosos!!!! Sugerímos provar o de amarena. Só de pensar dá água na boca. Tomamos muitos de amarena, mas também de morango, chocolate e em Florença, uns sabores diferentes e bem gostosos. Não se preocupe com a dieta, pois além das caminhadas, tem muitas escadas na Itália.
A parada seguinte foi o Vaticano, chegamos tarde e quando descobrimos que o museu era mais afastado, saímos correndo pois estava para fechar e aquele era nosso último dia por ali. Pagamos caro, 14 euros por pessoa, mas valeu a pena. as pinturas são incríveis e o local é lindo. A Capela Sisitna é pequena, mas ver as pinturas  Juízo Final  e A criação de Adão - Michelangelo, valeu pela decepção momentânea.
Vale um alerta para as mulheres: no verão, leve um encharpe  ou canga dentro da bolsa, pois não é permitida a entrada com blusas cavadas  e saias curtas nas igrejas (acima do joelho já é curta). O Vaticano é mais rigoroso e até com os homens, pois não é permitida a entrada de bermuda.
         Dali fomos para Florença, cidade fascinante!!! O rio Arno ao entardecer é incrível, as árvores ao redor, as construções, tudo é surpreendente. Sem mais palavras... só estando lá para saber o que é Florença.
Prove as pizzas, apesar da massa ser mais grossa, é bem gostosa. Outra boa pedida em Florença, mas também em outras cidades da itália é o bilhete de ônibus. Pague um valor único e se perca por lá..
Pisa - pequena, mas linda. Encontramos uma rotisseria indo do centro para a torre, com uma caponata de tirar o fôlego. e um salame milanês que vale os quilinhos a mais.
Cinque Terre - um sonho. A viagem de trem já é maravilhosa e as praias deslumbrantes. Indescritível.
Siena - Um encanto. As gelaterias, são uma obra de arte - assim também eram as de Florença.
Próximo à estação de trem tem um shopping com supermercado e algumas coisinhas baratas, como relógios por exemplo.
A esta altura já estávamos pagando diárias bem mais caras, por se aproximar o período de férias, aí, encontramos um hotel em Bolonha por 35 euros a diária com café (3 estrelas). Já estavamos pagando em torno de 90 euros em Florença e Pisa  (hotel 2 estrelas) e 70 euros em Siena  (3 estrelas). Corremos para lá.
Os hotéis da Europa não são tão bons como os nossos. Os de 2 e 3 estrelas são o ideal em relação ao custo-benefício.
O hotel era lindo, novo e apesar de afastado, era de fácil acesso. De lá visitamos Verona e Ferrara. Esta última foi dica de uma brasileira que nos encontrou no ônibus de Siena. Ela estava a 6 meses fazendo bolsa-sanduíche (doutorado) e desesperada para falar com brasileiros. A dica foi ótima.
A última cidade foi Verona e depois permanecemos o último dia em Bolonha já cansados, voltamos a Milão para pegar o nosso avião.
          Voltamos para o Brasil e então percebemos, como é bom ser bem tratado novamente.Viajar para a Itália foi maravilhoso e valeu cada minuto, mas povo mais receptivo que o nosso, não há.

Veja fotos e dicas da Itália no final da página

domingo, 24 de julho de 2011

Brasil: Diversidade Cultural

Nosso país possui uma cultura muito variada: diferenças no sotaque, nas gírias, na culinária, na música, na dança, nos costumes, na religião, nas características físicas.
O nosso processo de colonização, o povo indígena que aqui habitava, as ocupações dos espaços, a escravidão, a imigração de europeus e asiáticos, tudo isso contribuiu para esta diversidade e nos tornou um país único.
Alguns exemplos desta riqueza podem ser observados na culinária (pão de queijo mineiro, tapioca do nordeste, chimarrão no sul, vaca atolada no sudeste e muitas outras), na dança (maracatu, samba, frevo, catira, fandango), na música (sertaneja,  bossa nova, baião).
Esta pluralidade deve ser motivo de orgulho e conhecê-la é um grande enriquecimento às nossas crenças e valores, assim como conhecer a culturas de outros países, nos ajuda a compreender um pouco da nossa  própria cultura.